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PROFESSORES EM CLIMA DE GREVE BRASIL





Os professores da rede estadual de pelo menos seis unidades da federação estão paralisados
Em Curitiba, educadores e outras categorias fizeram passeata que contou com cerca de 10 mil participantes, segundo a PM, e 16 mil, de acordo com a Guarda Municipal. A paralisação dos trabalhadores da Educação continua
FOTO: CARLOS RUGGI

São Paulo. Diversas categorias ameaçam paralisação em todo o Brasil nos próximos dias. Os professores e demais servidores públicos são os principais grupos em greve ou em estado de greve por reajustes salariais.
Os professores da rede estadual de pelo menos seis unidades da federação estão parados, segundo a Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE). Os Estados são Sergipe, São Paulo, Paraná, Goiás, Santa Catarina e Pará. De maneira geral, a reivindicação dos professores é o cumprimento da Lei do Piso, que estabelece para este ano o reajuste de 13,01%.
Os professores do ensino superior também estão mobilizados: cerca de 1.400 professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ameaçam entrar em greve. A assembleia para decidir sobre a paralisação acontecerá no dia 28 de maio. Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também podem paralisar os trabalhos na próxima semana. Já na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), paralisada desde segunda, deve voltar às aulas hoje.
Ato no Paraná
Os professores da rede estadual do Paraná devem permanecer em greve por tempo indefinido. Após uma reunião entre representantes dos servidores públicos estaduais e do governo que durou cerca de quatro horas, os dois lados se mostraram irredutíveis e não houve acordo. O comando de greve dos docentes deve se reunir hoje para organizar uma nova assembleia.
O Estado alega não ter caixa para reajustar os salários dos servidores em 8,14%, percentual equivalente à inflação dos últimos 12 meses, enquanto o Fórum de Servidores, que integra 21 entidades, não aceita os 5% a serem pagos em duas parcelas, conforme o governo quer.
Pela manhã, professores fizeram uma passeata pelas ruas centrais de Curitiba em direção ao Palácio do Iguaçu, sede do governo estadual. Segundo a organização, 30 mil pessoas participaram do ato- a Guarda Municipal estima em 16 mil e a PM, 10 mil.
Para uma das coordenadoras do Fórum dos Servidores, Gracy Bourscheid, o governo não deu atenção às propostas. “O secretário Mauro Ricardo não nos chamou para negociar. A única coisa que deixou claro é que o funcionalismo público é um peso para o Estado”.
Servidores
Funcionários de outras áreas do serviço público também estão ameaçando entrar ou permanecer em greve. Em Santa Catarina, as cidades de Florianópolis e Itajaí passam por intensa movimentação dos funcionários. Na primeira, o Tribunal de Justiça do Estado soltou uma liminar determinando a “imediata cessação da greve” e a Prefeitura ameaça cortar o ponto dos funcionários grevistas a partir de hoje. Em Itajaí, a greve começou ontem e a previsão é que os setores de educação e saúde sejam os mais afetados.
Na capital gaúcha, estava programada uma greve a partir de hoje. A Prefeitura topou reajustar o salário dos servidores em 8,17% e repor o índice da inflação em três vezes, mas o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre já declarou que não vai aceitar o pagamento parcelado. Os servidores devem realizar uma nova assembleia geral na sexta-feira e, até lá, 30% dos serviços devem continuar em operação.
Os servidores públicos do Mato Grosso e do Amazonas também analisam entrar em greve.
Em Alagoas, agentes penitenciários devem ficar paralisados por 72 horas a partir de sexta. Eles reivindicam a reestruturação da carreira e da administração penitenciária. Apenas 30% dos serviços devem funcionar no período.

Fonte: Diário do Nordeste