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AS BORBOLETAS ENCHEM FORTALEZA DE COR E LEVEZA


De acordo com os especialistas, após os períodos de chuva e com altas temperaturas, há aumento do inseto
A função das borboletas vai além de embelezar a cidade. Entre uma flor e outra, elas são importantes no processo de carregamento de pólen, auxiliando na reprodução das plantas ( FOTO: NAH JEREISSATI )

Borboletas em Fortaleza não são incomuns. Nas últimas semanas, entretanto, a presença delas na cidade tem se intensificado a ponto de chamar a atenção. Elas estão nas praças, áreas arborizadas ou até mesmo nos corredores de trânsito preenchendo os diversos espaços de graça e leveza. No Parque do Cocó, uma das principais áreas verdes de Fortaleza, as borboletas se apropriam do espaço, passeando entre as flores e as copas das árvores sem a menor cerimônia. Tanto é que os visitantes não se negam a fazer uma pausa na correria do dia para reparar na presença crescente dos insetos.
O estudante Caio César, de 20 anos, é um dos que admira as cores e a beleza no local. "Eu vou muito à praia e tenho visto borboletas por lá, assim, daquelas pequenininhas", contou, acrescentando que dentro de casa a situação é parecida. "Em casa, sim, nas árvores. Na minha casa tem bastante planta e eu tenho visto muitas". Outra que também tem observado o fenômeno é a dona de casa Amirtelênia Bezerra, de 52 anos. Além de encontrá-las dentro da própria residência, a dona de casa também avistou-as na cidade de Russas e no caminho de retorno até a Capital. "Elas estavam em grande quantidade na viagem de volta para Fortaleza, pela BR-116, principalmente onde a vegetação estava mais verdinha", afirmou.
A questão é que, como diz a professora, Niedja Gomes, coordenadora do Borboletário Didático da Universidade Federal do Ceará (UFC), após a ocorrência de chuva as copas das árvores se tornam mais abundantes, disponibilizando uma alimentação maior para as lagartas, o que acaba causando uma reprodução em maior escala desse tipo de inseto.
"Quando tá chuvoso elas ficam abrigadas nas folhagens e quando o sol começa a aparecer elas começam a sair", explica Niedja, que também é responsável pelo projeto Cores da Natureza, desenvolvido na universidade com o objetivo de aumentar a consciência ecológica.
Polinização
Além de serem avistadas nas ruas, elas também têm sido vistas cada vez mais dentro das casas, o que também tem despertado curiosidade da população. Mas a função das borboletas vai além de embelezar a cidade. Entre uma flor e outra, elas são importantes no processo de carregamento de pólen, auxiliando na reprodução das plantas.
"Elas contribuem na natureza para uma maior diversidade de plantas, embora a gente atribua isso na maioria das vezes às abelhas", explica a professora Niedja. Enquanto as flores são procuradas para a alimentação, por conta do néctar, as árvores são abrigos, onde os casulos serão depositados e as lagartas passarão pela transformação. Inclusive, determinadas espécies estão intimamente ligadas a certos tipos específicos de plantas, como é o caso da borboleta-maracujá-silvestre, que se reproduz especialmente nos pés de maracujá.
Problemas
Porém, engana-se quem pensa que não existe preocupação relacionada a esses insetos. Em quantidades extremas, por exemplo, eles são capazes de destruir vegetações, justamente por conta de sua alimentação durante a fase como lagarta. Outro problema também acontece com a queda ou o corte de árvores. "O desmatamento levaria as espécies a procurarem abrigos, o que poderia causar invasões em residências e elas podem chegar a ser extintas, nesse caso", disse a coordenadora do Borboletário.
Apesar de existirem muitos fatores envolvidos, estima-se que, em média, as borboletas tenham um ciclo de vida de duas a quatro semanas após abandonar o casulo. Segundo Niedja, o que também contribui para o aparecimento das borboletas são as temperaturas mais altas. (Colaborou Mylena Gadelha)
Saiba mais
Borboletário da UFC
Criado em 2006, na Universidade Federal do Ceará (UFC), o espaço é um local de pesquisa e conhecimento das borboletas. Comandado pela professora Niedja Gomes e contando com a presença de alunos bolsistas da instituição, ele desenvolve estudos de educação ambiental e possibilita visitas tanto para a comunidade acadêmica como para a população em gera.

Fonte: Diário do Nordeste