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GOVERNO NÃO VAI NEGOCIAR IDADE MÍNIMA, DIZ TEMER


Aposentadoria com valor parcial do salário recebido ao longo do tempo de contribuição também é defendida
Reformas da Previdência e trabalhista precisam ser aprovadas neste semestre, segundo defende o presidente Michel Temer ( Foto: José Leomar )
São Paulo. O presidente Michel Temer (PMDB) disse em entrevista à agência de notícias Reuters que o governo aceita negociar pontos da reforma da Previdência, menos a fixação da idade mínima da aposentadoria em 65 anos. "Evidentemente, o caso da idade fica difícil você negociar. A idade é fundamental para esta reforma", afirmou Temer.
Sobre a contribuição de 49 anos para que o trabalhador possa receber o valor integral do salário ao aposentar-se, o presidente afirmou: "em vários países a regra tem sido essa. Você não ganha aposentadoria integral, ganha uma aposentaria parcial. Mas isso vai ser debatido lá. Se o Congresso decidir de outra maneira, tem que se cumprir".
Na entrevista, o peemedebista destacou ações feitas ao longo período que assumiu o cargo - interinamente em maio e definitivamente em agosto - e também previu a aprovação da reforma previdenciária neste ano e defendeu a discussão da reforma trabalhista, igualmente já apresentada pelo governo.
Política econômica

Temer destacou a queda da inflação e dos juros como uma vitória da política econômica e citou medidas que visam a acelerar a recuperação da atividade econômica, como a liberação de recursos de contas inativas do FGTS e a redução dos juros do cartão de crédito. Porém, considerou que a retomada do mercado de trabalho levará mais tempo.
"É muito provável que ainda neste semestre a capacidade ociosa das empresas seja utilizada por elas, mas nós pensamos que, a partir do segundo semestre ou de meados do segundo semestre, o desemprego já comece a diminuir e o crescimento venha de uma vez".
O presidente Michel Temer afirmou em entrevista à Reuters que a retomada dos empregos é considerada fundamental pelo governo para a retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País.
"Nós temos que nos ater muito à questão do desemprego, essa é a principal preocupação, e isto significa o crescimento da economia", afirmou durante a entrevista, concedida no Palácio do Planalto.
Temer analisou que as empresas passarão a usar o que chamou de "capacidade ociosa" - "os trabalhadores que estão lá" -, após a retomada do crescimento econômico pelo País.
O presidente projetou a retomada do crescimento econômico no segundo semestre. Ponderou, porém, que a reação do mercado de trabalho não deve se dar no mesmo ritmo. "Acho que este ano o País cresce a partir do segundo semestre", estimou.
"Mas não vamos também nos iludir que logo agora vamos ter a solução para todos os problemas, por uma razão muito singela: muitas empresas demitiram, mas muitas mantiveram sua capacidade ociosa", comentou.
Perguntado se não há uma demora nesta retomada do crescimento, ele rebateu: "Discordo que está demorando, estamos aqui há a sete, oito meses e já tomamos muitas medidas. Na verdade, estávamos numa recessão profunda e o primeiro passo é sair da recessão. Você só tem crescimento fora da recessão".
Eleição, Lava-jato e Trump
O presidente voltou a negar que tenha planos de disputar a reeleição em 2018. "Eu espero apenas cumprir essa tarefa e deixar que meu sucessor possa encontrar um país mais tranquilo", disse, sem negar que o PMDB possa indicar um nome no pleito.
Também classificou como "zero" as chances de a operação Lava Jato desestabilizar seu governo, mesmo com nomes próximos ele, como o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Wellington Moreira Franco, terem sido citados nas delações.
Temer ainda negou que possa enfrentar dificuldades na relação com os Estados Unidos após a eleição de Donald Trump para presidência daquele país.
DN