RN SOFRE NOVA REBELIÃO: LÍDERES SÃO TRANSFERIDOS
O governador do Estado informou que solicitará o apoio da Força Nacional para retomar controle de presídios
Na manhã de ontem, homens tiveram acesso aos telhados dos pavilhões. Empunhando paus, pedras, barras de ferro e bandeiras improvisadas com lençóis, gritavam palavras de ordem, provocando integrantes de facções rivais ( FOTO: AFP )
Nísia Floresta. O clima de tensão voltou a dominar a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal, na manhã de ontem. Um dia após o assassinato de pelo menos 26 detentos que cumpriam pena na unidade e poucas horas depois de policiais militares deixarem o local, um grupo de detentos voltou a ocupar os telhados dos pavilhões.
A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social diz que não se trata de mais uma rebelião, mas admite que, devido ao "clima tenso", policiais do Batalhão de Operações Especiais e do Grupo de Operações Especias da Polícia Militar foram acionados para voltar ao local. Agentes da Força Nacional de Segurança estão do lado de fora da unidade, de prontidão para, se necessário, auxiliar as forças locais.
Imagens divulgadas pela imprensa exibem homens sobre os telhados de pavilhões empunhando paus, pedras e barras de ferro. Vestindo calções azuis, alguns homens enrolaram camisetas brancas na cabeça para esconder o rosto. Alguns portam bandeiras improvisadas com lençóis enquanto gritam palavras de ordem como "a vitória é nossa", em aparente provocação a integrantes de facções rivais.
Alcaçuz foi palco de uma rebelião que durou cerca de 14 horas, entre sábado (14) e domingo (15).
Pelo menos 26 presos foram assassinados por outros detentos. Já na madrugada de ontem, as forças de segurança foram acionadas para conter uma rebelião na Cadeia Pública Professor Raimundo Nonato, localizado no bairro Potengi, também na capital potiguar. As duas unidades estão distantes cerca de 40 quilômetros uma da outra.
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), na cadeia pública não houve fugas ou feridos e o controle da situação foi retomado em poucas horas.
As autoridades investigam as causas das ações, mas não descartam a hipótese de os tumultos serem uma reação às inspeções nos estabelecimentos carcerários. Segundo a Secretaria da Justiça, as dependências de Alcaçuz devem voltar a ser revistadas em busca de armas, celulares, drogas e outros objetos ou substâncias proibidas.
Cinco homens apontados como líderes do ataque em Alcaçuz foram levados a uma unidade estadual que não foi informada. Segundo o secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, o massacre foi inevitável e a superlotação dos presídios é a principal causa dos episódios.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte recapturou ontem um homem foragido de Alcaçuz.
Foi a primeira vez que um órgão ligado ao governo do Estado admitiu que havia presos foragidos após a rebelião.
O governo do Estado do Rio Grande do Norte procura ainda por mais mortos dentro do presídio. O governador Robinson Faria afirmou que pedirá o envio de mais agentes da Força Nacional para ajudar a controlar a crise em seu sistema prisional.
Uma base da PM do Rio Grande do Norte foi atacada a tiros no bairro Mãe Luiza, uma favela que fica próxima à via Costeira, corredor turístico de Natal.
O Governo do Amazonas confirmou a saída do comandante-geral da Polícia Militar do Estado, Augusto Sérgio Pereira, e anunciou a entrada do coronel David de Souza Brandão.
Uma operação das secretarias de Segurança Pública e de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas transferiu 240 presos do sistema prisional de Maceió para o presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza, localizado no município de Girau do Ponciano, distante 157 km da capital alagoana.
DN
Na manhã de ontem, homens tiveram acesso aos telhados dos pavilhões. Empunhando paus, pedras, barras de ferro e bandeiras improvisadas com lençóis, gritavam palavras de ordem, provocando integrantes de facções rivais ( FOTO: AFP )
Nísia Floresta. O clima de tensão voltou a dominar a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal, na manhã de ontem. Um dia após o assassinato de pelo menos 26 detentos que cumpriam pena na unidade e poucas horas depois de policiais militares deixarem o local, um grupo de detentos voltou a ocupar os telhados dos pavilhões.
A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social diz que não se trata de mais uma rebelião, mas admite que, devido ao "clima tenso", policiais do Batalhão de Operações Especiais e do Grupo de Operações Especias da Polícia Militar foram acionados para voltar ao local. Agentes da Força Nacional de Segurança estão do lado de fora da unidade, de prontidão para, se necessário, auxiliar as forças locais.
Imagens divulgadas pela imprensa exibem homens sobre os telhados de pavilhões empunhando paus, pedras e barras de ferro. Vestindo calções azuis, alguns homens enrolaram camisetas brancas na cabeça para esconder o rosto. Alguns portam bandeiras improvisadas com lençóis enquanto gritam palavras de ordem como "a vitória é nossa", em aparente provocação a integrantes de facções rivais.
Alcaçuz foi palco de uma rebelião que durou cerca de 14 horas, entre sábado (14) e domingo (15).
Pelo menos 26 presos foram assassinados por outros detentos. Já na madrugada de ontem, as forças de segurança foram acionadas para conter uma rebelião na Cadeia Pública Professor Raimundo Nonato, localizado no bairro Potengi, também na capital potiguar. As duas unidades estão distantes cerca de 40 quilômetros uma da outra.
De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), na cadeia pública não houve fugas ou feridos e o controle da situação foi retomado em poucas horas.
As autoridades investigam as causas das ações, mas não descartam a hipótese de os tumultos serem uma reação às inspeções nos estabelecimentos carcerários. Segundo a Secretaria da Justiça, as dependências de Alcaçuz devem voltar a ser revistadas em busca de armas, celulares, drogas e outros objetos ou substâncias proibidas.
Cinco homens apontados como líderes do ataque em Alcaçuz foram levados a uma unidade estadual que não foi informada. Segundo o secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, o massacre foi inevitável e a superlotação dos presídios é a principal causa dos episódios.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte recapturou ontem um homem foragido de Alcaçuz.
Foi a primeira vez que um órgão ligado ao governo do Estado admitiu que havia presos foragidos após a rebelião.
O governo do Estado do Rio Grande do Norte procura ainda por mais mortos dentro do presídio. O governador Robinson Faria afirmou que pedirá o envio de mais agentes da Força Nacional para ajudar a controlar a crise em seu sistema prisional.
Uma base da PM do Rio Grande do Norte foi atacada a tiros no bairro Mãe Luiza, uma favela que fica próxima à via Costeira, corredor turístico de Natal.
O Governo do Amazonas confirmou a saída do comandante-geral da Polícia Militar do Estado, Augusto Sérgio Pereira, e anunciou a entrada do coronel David de Souza Brandão.
Uma operação das secretarias de Segurança Pública e de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas transferiu 240 presos do sistema prisional de Maceió para o presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza, localizado no município de Girau do Ponciano, distante 157 km da capital alagoana.
DN
