892 pessoas esperam exame de DNA
A fila de espera para a realização do teste não é o único problema. Resultado chega a demorar oito meses
Em março, o Lacen diminuiu para sete o número de pedidos de exames por mês advindos da Defensoria Pública, o que aumentou a fila ( LUCAS DE MENEZES )
A fila de espera para realizar o teste de DNA gratuitamente no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) chega a 892 pessoas em estado de vulnerabilidade social. Em março deste ano, o Lacen diminuiu para sete o número de pedidos de exames por mês advindos da Defensoria Pública do Ceará, uma redução significativa que impactou diretamente no atendimento dos mais vulneráveis e gerou uma fila de espera. Há exames agendados para todos os dias até dezembro de 2017 para realização do teste de paternidade.
"Foi difícil. A população carente foi afetada, houve um prejuízo. Além disso, com a falta do exame, tivemos que entrar com mais ações de investigação de paternidade, pois alguns reconhecem paternidade e ajudam, outros não", declara Nelie Aline Marinho, supervisora do Núcleo de Defesa da Saúde da Defensoria Pública (Nudesa).
O atendimento voltou ao normal em maio deste ano, contudo, continuou sem atender de forma eficaz toda a população. Por isso, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e a Defensoria Pública emitiram uma recomendação à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
De acordo com o documento, o laboratório deve receber solicitações de teste de paternidade sem limite de quantidade e exclusivamente da Defensoria Pública, do Ministério Público, incluindo os Núcleos de Mediação Comunitária, e do Poder Judiciário, nas ações de investigação de paternidade.
A proposta é que organizações como o Conselho Tutelar e as Varas de Família, entre outros, não solicitem o exame diretamente para o Lacen, e sim para o MPCE e para a Defensoria. "Com essa nova medida, o Lacen não vai mais limitar o atendimento, pois, o problema relatado é que ele atendia vários órgãos", diz Antônia Lima Sousa, titular da 7ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude.
A espera para fazer o teste, no entanto, não é o único problema. Segundo a supervisora da Nudesa, os resultados demoram cerca de oito meses para sair, atrasando processos importantes como a regularização de pensão alimentícia. O esperado, é que com a medida, tanto a coleta do DNA como a entrega dos exames seja mais ágil.
Por meio de nota, o Lacen, informa que atende solicitações de 355 unidades. No mês de junho, teve uma demanda de 369 agendamentos. Até junho deste ano, 958 famílias foram atendidas. (Colaborou Ana Cajado).
Fonte: DN

Nenhum comentário