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LEISHMANIOSE VISCERAL EM HUMANOS EM QUEDA

Conhecida como calazar, a doença, que teve seu auge na cidade em 2013, tem sido identificada e tratada
Para minimizar o impacto do abandono e mesmo o sacrifício sem justificativa, o Centro de Zoonoses passou a incentivar a adoção ( Foto: Marcelino Júnior )
Sobral. O Centro de Controle de Zoonoses de Sobral reduziu, consideravelmente, o número de casos de leishmaniose visceral em seres humanos. Segundo o levantamento do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), relacionado aos quatro últimos anos, somados aos dados da última Semana Epidemiológica, de 28 de janeiro, até o dia 15 deste mês, o Município reduziu para quase zero, os índices de casos confirmados para a doença. Em 2013, 29 pessoas contraíram leishmaniose; em 2014, o número caiu para 15. No ano seguinte, 14 pessoas tiveram a doença. Em 2016, foram dez. Neste ano, apenas uma pessoa contraiu a doença, também conhecida como calazar, causada pela picada do mosquito flebótomo, que usa o cão como vetor e atinge o ser humano.
O flebótomo, que antes era encontrado, geralmente, em zonas de matas e rural, hoje vem se adaptando às grandes cidades, principalmente pelas ações do homem que invade as áreas de mata e proporciona as condições favoráveis ao seu crescimento. No caso de Sobral, o desmatamento em áreas mais próximas da Serra da Meruoca, em busca de espaço para o crescimento da cidade, tem favorecido o avanço do mosquito e, consequentemente, o número de vítimas, que buscam apoio no posto de saúde ou hospital. Quando isso ocorre, é feita a notificação, pela Coordenação de Vigilância em Saúde, e o encaminhamento do paciente para exames e tratamento. O Município não tem registrada nenhuma morte por calazar.
"Nossa série histórica relacionada aos casos confirmados de leishmaniose visceral tem apontado a queda da doença, ao longo dos anos, como resposta ao trabalho de ampla cobertura, tanto nas residências, quanto nas ruas, por conta das questões de saúde pública", ressaltou Francisca Leite Escócio, coordenadora da Vigilância em Saúde de Sobral, que atua em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses, para onde são levados os animais recolhidos, ou muitas vezes deixados, no Centro, pelos próprios donos. Neste ano, foram recolhidos, em fevereiro, 60 cães que circulavam no entorno do Mercado Municipal, um dos pontos identificados como preocupantes em número de animais na rua. Neste mês de julho, mais 15 desses animais foram levados ao Centro.
Para tentar minimizar o impacto do abandono e, até mesmo, o sacrifício do animal sem a justificativa de alguma doença contagiosa, o Centro, que tem capacidade para 30 gatos e 50 cães, passou a incentivar a adoção, com o animal castrado e alimentado. Segundo Amanda Rocha, responsável técnica pelo Centro de Controle de Zoonoses, "eles trabalham com zoonoses, doenças que atingem animais e seres humanos. Então, após o laudo veterinário que comprove a doença, o animal é eutanasiado, com ajuda de anestésicos, sem dor. Como a demanda de animais abandonados é grande na cidade, iniciamos um trabalho de abrigo temporário, pela primeira vez, em busca de uma política voltada ao bem-estar animal. Hoje temos 20 cães e dez gatos para adoção", ressaltou.
Sobral, ainda não tem uma estimativa sobre o número de animais que perambulam pelas ruas em completo abandono, até porque, segundo o Centro de Controle de Zoonoses, muitos são semidomiciliados, ou seja, têm casa mas são soltos na rua, pelos donos. Também não existe um abrigo público para o resgate e permanência, até que a adoção ocorra, sendo o caso dos animais recolhidos no Mercado Público uma primeira iniciativa.
Em geral, tem ficado a critério de particulares a responsabilidade de abraçar a causa. O trabalho é feito por grupos de amigos ou pessoas com o mesmo objetivo: resgatar e tratar, buscar um lar seguro, ou ainda castrar, independentemente de o animal continuar na rua, por falta de alguém que assuma a responsabilidade sobre ele. E esse tem sido o foco da pedagoga Joana Gomes, voluntária que montou, com apoio de outras pessoas, o trabalho de protetores independentes. Hoje, cerca de 26 voluntários ativos participam das ações.
Por meio de convênio com um hospital veterinário, que serve de laboratório de aulas práticas para alunos do curso, e a parceria de uma clínica, muitos procedimentos cirúrgicos, internações e consultas têm sido realizados. Em 2016, cerca de 150 cães e gatos foram castrados, gratuitamente, ou com custos reduzidos, pois muitos procedimentos acabam se tornando caros. Uma cirurgia ortopédica, por exemplo, realizada neste ano, em um gato resgatado da rua, chegou a R$ 1.900. Valor que, muitas vezes, gera verdadeiros malabarismos financeiros, entre o grupo, para ser arrecadado.
Os protetores voluntários também atuam com o incentivo ao apadrinhamento de animais e arrecadação de recursos, por meio de bazares. "Tudo ocorre com a ajuda de pessoas que se sentem tocadas pela situação de completo abandono em que muitos animais se encontram", diz Joana Seres, que possui sete gatos e quatro cães.
Mais informações:
Protetores independentes
Telefone: (88) 9 9622-8887
Centro de Controle de Zoonoses de Sobral
Telefone: (88) 3611-2219
Fonte: DN

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