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Pesquisa do Ibama em parceria com os Correios mostra as apreensões e destinos do tráfico de animais
As espécies usadas para aquarismo foram a principal apreensão, combinando um total de 384 espécies marinhas e de água doce. As espécies incluem peixes, como o conhecido Soldado e o cavalo-marinho, moluscos, crustáceos
01:00 · 06.09.2017
O transporte doméstico e ilegal de espécies foi foco de um estudo realizada por pesquisadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Utilizando agência dos Correios, contrabandistas conseguem burlar a fiscalização e transportar animais por rotas terrestres que passam ou têm como destino o Ceará. A pesquisa identificou que a principal via de troca é entre o Estado e a Região Sudeste, principalmente São Paulo, destino de 61% dos pacotes que saíram do Ceará e origem de 48% dos objetos expedidos pelo Estado.
Um total de 57 volumes apreendidos pelos Correios serviu de base para a análise, que durou em torno de três anos, iniciada em 2010. Segundo os Correios, a triagem é hoje realizada por equipamentos de raio-x e profissionais especializados nas unidades operacionais. Para disfarçar o conteúdo ilegal, contrabandistas adicionam objetos distintos, como CDs, DVDs, dentaduras quebradas, aos pacotes ou os embrulham em sacos plásticos, papel alumínio ou jornal para confundir o leitor de raio-x.
De acordo com Lívio Gurjão, autor do projeto e pesquisador do Ibama, os contrabandos advém de pequenas criações e produtores anônimos, cuja venda está facilitada pelo comércio eletrônico e negócios por encomenda. "O contrabando acontece não só por via terrestre, mas aérea também", conta o autor, frisando que o tráfico é recorrente tanto em rodovias quanto em aeroportos.
Marinhas
Os animais usados para aquarismo foram a principal apreensão, combinando um total de 384 espécies marinhas e de água doce. Apenas 18 das espécies são naturais do Brasil, destas, 12 são oriundas do Ceará.
As espécies incluem peixes, como o conhecido Soldado e o cavalo-marinho, moluscos, crustáceos, equinodermos (estrelas-do-mar e pepino-do-mar), cnidários (corais e anêmonas) e plantas aquáticas. O crime ambiental acarreta não só problemas para a espécie retirada do ecossistema original, como explica Lívio: "A retirada de espécies é danosa não só para a espécie, que sofrerá escassez populacional e pode vir a entrar em risco de extinção. Mas quando colocados em ambiente desconhecido, passam a competir com as espécies nativas. Cada organismo tem um papel no ambiente, e sua extração causa sérios prejuízos ao equilíbrio ambiental", conta o pesquisador.
Os confiscos, segundo a pesquisa, caíram bruscamente no decorrer do trabalho, atestando que as medidas de detecção - para o Ibama - estão mais efetivas. Os Correios afirmam que a verificação dos objetos transportados é realizada permanentemente, em diversos pontos do fluxo postal. O pesquisador Lívio Gurjão, todavia, afirma que os criminosos estavam acostumados a pouca restrição e reflete que a fiscalização ideal deve acontecer no momento em que acontece a postagem do volume. (Colaborou Marina Gomes).
Fonte: DN

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