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SEMINÁRIO DISCUTE PATRIMÔNIO HISTÓRICOS NO CEARÁ


O encerramento do evento, que durou três dias, aproximou Fortaleza da temática debatida
Foram propostas reflexões sobre práticas de usos sustentáveis do patrimônio cultural para fins de desenvolvimento econômico e social ( Foto: Thiago Gadelha )
O VIII Seminário do Patrimônio Cultural de Fortaleza foi oficialmente encerrado nesta quarta-feira (1º). O tema do evento, que teve início na segunda-feira (30), abordou a inovação e a sustentabilidade na gestão do patrimônio cultural.
Durante a tarde do último dia, subiram ao palco do Teatro Celina Queiroz, na Universidade de Fortaleza (Unifor), a vice-presidente da Fundação Edson Queiroz, Manoela Queiroz Bacelar Nivaldo Andrade, arquiteto e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Renata Semin, arquiteta da Piratininga Arquitetos Associados. A mesa, mediada por Manoela Queiroz Bacelar, debateu intervenções sobre o patrimônio edificado.
"O que tem de mais importante no evento é o caráter da educação patrimonial que ele traz para quem está presente, e para criar uma cultura de que esse tema deve ser apropriado por todas as áreas de conhecimento. Dentro da Universidade, é salutar que isso aconteça porque, aqui, a transversalidade das disciplinas já acontece de forma natural, e o seminário propicia isso por causa da sua composição", explica Manoela Queiroz.
Entre os tópicos discutidos ao longo do evento, foram abrangidas questões sobre a gestão do patrimônio cultural no cenário da nova economia, que engloba economia do conhecimento, economia competitiva e criativa. Também foram propostas reflexões sobre práticas de usos sustentáveis do patrimônio cultural para fins de desenvolvimento econômico e social.
A vice-presidente da Fundação Edson Queiroz destaca que, "na medida que tivermos mais atividades dentro da comunidade, é bom para a Universidade e para Fortaleza pela possibilidade de nos apropriarmos dessa temática do patrimônio cultural. É lógico que, se pudéssemos fazer isso com as crianças de forma mais incisiva, nós teríamos grandes multiplicadores do afeto para o patrimônio, e cuidar desse patrimônio seria muito mais fácil. Mas aqui, dentro da Universidade, não deixa de ser também um grande momento para esse debate".
Transformação
A penúltima discussão do dia de encerramento do seminário aproximou o tema de patrimônios edificados e a realidade de Fortaleza. O Theatro José de Alencar foi citado para exemplificar as ideias expostas por Nivaldo Andrade, arquiteto e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
"A preservação pressupõe transformação. Um teatro, um museu, todos precisam se transformar para continuarem sendo edificações importantes, porque as tecnologias mudam. As demandas cenotécnicas de um teatro hoje não são as mesmas demandas que tinha um teatro em 1950, em 1910 ou há 300 anos. Eles precisam adequar suas tecnologias, precisam ter ar-condicionado, por exemplo", explica Nivaldo Andrade.
As intervenções, porém, não são o foco da problemática. Para o professor da UFBA, "o como fazer é que é a questão. Essa transformação tem que ser feita de um modo tal que não se percam os atributos e os valores culturais que transformam aquilo em um patrimônio, em algo singular", conclui. O evento foi realizado pela Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secultfor) e em parceria com a Universidade de Fortaleza (Unifor).
Fonte: DN

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